NOW
Joana Mortágua (BE) e Mário Amorim Lopes (IL) estiveram Frente a Frente no NOW.
Joana Mortágua (BE) e Mário Amorim Lopes (IL) estiveram Frente a Frente no NOW na noite desta terça-feira e falaram sobre o facto de Donald Trump ter ordenado uma operação militar onde capturou o presidente venezuelano e a sua esposa.
Joana Mortágua disse ser "completamente condenável" o que foi feito, referindo que ninguém lamenta o fim da carreira política de Maduro, mas que "vamos amargar muito a forma como os Estados Unidos intervieram num país soberano".
"A Venezuela não é um país democrático mas é um país independente e soberano e portanto os Estados Unidos não podem, a propósito de um pretexto esfarrapado, sequestrar o presidente", mencionou.
Mário Amorim Lopes diz que tudo indica que estamos perante uma violação do direito internacional e recorda que se houve partido vocal na Assembleia da República relativamente à Venezuela foi a Iniciativa Liberal.
"Nós sempre fomos muito vocais, sempre estivemos muito próximos da comunidade luso-venezuelana. Aquilo era um regime ditatorial repressivo que executava pessoas, que tinha milícias, que tem presos políticos, e é o único país do mundo que não está em guerra e que tem um recorde de exilados oito milhões de pessoas Portanto não era de todo um regime um país recomendável", defendeu.
Ainda assim, refere que os fins não podem justificar todos os meios e que por isso não se pode voltar à lei do mais forte, "em que um país porque tem a sua força militar e o seu poderio económico vai determinar quem é que vai estar à frente de um determinado país".