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Carlos Moedas sublinha que investigação a cunhado de Leitão Amaro é "muito grave", mas que "não tem a ver com o ministro"

Joana Ramalho | 14 de Maio de 2026 às 22:25
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"Não há conflito de interesses, o ministro não teve essa influência. Portanto, há aqui uma acusação muito grave, mas que não tem a ver com o ministro", vincou o autarca, no NOW.

O presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, esteve no NOW na noite desta quinta-feira e falou sobre a operação 'Torre de Controlo II', que envolve Ricardo Leitão Machado, cunhado do ministro da Presidência. A operação investiga a prática de crimes de burla e fraude fiscal qualificada, tráfico de influência, corrupção ativa e passiva, abuso de poder e associação criminosa. Em causa está a atuação de sociedades sediadas em Portugal que terão tido acesso a informação privilegiada junto de decisores públicos.

"Eu penso que António Leitão Amaro é um dos melhores da sua geração. É um homem com uma capacidade de trabalho e uma inteligência acima da média e é bom que as pessoas tenham essa noção", começou por defender.

O autarca continuou por afirmar que as atenções não devem estar em torno do governante, referindo que os políticos são "pessoas normais", que não conseguem escolher "a sua família".

"Não há conflito de interesses, o ministro não teve essa influência. Portanto, há aqui uma acusação muito grave, mas que não tem a ver com o ministro", vincou.

Carlos Moedas acrescenta ainda que Leitão Amaro "não é acusado nem está a ser investigado", ao contrário do seu cunhado, defendendo assim que o caso "não pode fragilizar" a esfera política.

Note que a Polícia Judiciária, acompanhada por magistrados do Ministério Público e juízes de instrução criminal, entrou em seis habitações e em quatro escritórios de advogados. Uma delas, a residência do cunhado de Leitão Amaro, no Restelo.