Caso BES
O julgamento de um dos processos mais complexos da justiça portuguesa, continua.
Foi presidente durante 15 anos da KPMG Portugal, uma empresa de auditoria, fiscalidade e consultoria que prestou serviços ao BES. Sikander Sattar referiu ter confrontado o ex-contabilista do BES, Francisco Machado da Cruz com a informação de que as contas eram falsificadas.
Disse ainda que eram registados ativos que não existiam e ocultados os reais valores dos passivos.
Segundo Sikander Sattar, o BES Angola era instrumentalizado precisamente para o endividamento do BES e a ocultação do passivo serviu para lesar ainda mais os lesados que já não sabiam o que estavam efetivamente a assinar, muito menos que os pressupostos mínimos eram falsos.
Eram feitas transações dentro do BES, que lesavam o BES, para cumprir prejuízos de 700 milhões do GES.
Sikander Sattar disse ainda que as pessoas não sabiam que estavam a investir em sociedades veículo do grupo.