Notre-Dame
O pináculo chegou a ruir e os emblemáticos sinos foram retirados.
Na visita à catedral, o Presidente de francês apareceu a todos os que participaram na reconstrução do monumento.
Foram cinco anos de obras que recuperaram o brilho de um dos mais famosos monumentos em França. Os sinos da Notre-Dame tocam novamente depois do violento incêndio de 2019 ter praticamente reduzido a catedral a cinzas.
As visitas à igreja arrancam já no dia 8 de dezembro, praticamente uma semana antes da reabertura ao público. De cara lavada, Emmanuel Macron visitou o monumento e agradeceu os esforços de todos os que participaram na sua reconstrução.
"Nunca se esqueçam de que durante estes cinco anos das vossas vidas todos vocês participaram, sem dúvida no melhor projeto de construção do século. E não me esqueço de vocês e das vossas famílias, a quem gostaria de dizer o mesmo. Obrigado porque sei que os sacrifícios que fizeram ao nosso lado, que cumpriram a promessa de reconstruir a Notre-Dame em cinco anos, que o fizeram, que isso é um motivo imenso de orgulho para toda a nação", disse.
Paris parou às seis e meia da tarde do dia 15 de abril de 2019 quando os alarmes de incêndio da Notre-Dame soaram.
O fogo fez ruir parte do teto e a torre central desabou.
Foram 15 horas de combate ao fogo, mais de 500 bombeiros, muitas lágrimas e orações por todo o mundo.
Um dia após o incêndio, o Presidente francês estabeleceu uma meta de cinco anos para restaurar e reabrir a catedral.
Uma onda de solidariedade global angariou mais de 840 milhões de euros em donativos e trouxe o monumento de volta à vida.
Após sucessivos atrasos devido à Covid-19, as obras começaram no outono de 2021. Cientistas, historiadores e artesãos trabalharam arduamente para reconstruir a catedral.
Cerca de 500 funcionários estiveram presentes diariamente no local e mais de mil ávores com duzentos anos foram escolhidas para as estruturas da nave do coro e do pináculo.
De acordo com a investigação, as chamas terão tido origem numa falha elétrica ou em beatas abandonadas, mas ficou de fora a hipótese de mão criminosa.