Líbano
O Ministério de Saúde Do Líbano alertou que os hospitais do país estão sobrelotados. A ofensiva de Benjamin Netanyahu que já é considerada a maior dos últimos anos. Acontece durante o período de cessar-fogo de duas semanas acordado entre os Estados Unidos e o Irão.
É considerada a maior ofensiva israelita em solo libanês desde 2023 e começou pouco tempo depois de ter sido anunciado o acordo de cessar-fogo entre os Estados Onidos e o Irão, acordo em que o Irão exigiu que o Líbano fosse abrangido. Momentos após esse anúncio, Israel não tardou em atacar o país.
Os ataques que começaram no Sul do Líbano durante a madrugada intensificaram-se durante o dia por Beirute e outras cidades densamente povoadas. Uma fonte oficial do Irão deixou a promessa: Israel vai sentir o castigo pelos crimes de guerra que está a cometer no Líbano. No entanto, o véu da impunidade parece não travar as forças de defesa israelitas.
Para o ministro dos negócios estrangeiros português, Israel parar as hostilidades no Líbano é a única maneira de consolidar o acordo de cessar-fogo.
As dezenas de ataques que aconteceram ao longo do dia visaram prédios residenciais, mesquitas, veículos e cemitérios. As forças de defesa de Israel surpreenderam uma família durante um funeral numa vila a Este do olíbano e matou pelo menos dez pessoas.
As equipas de resgate continuam as buscas, mas as autoridades libanesas estimam que existam centenas de mortes e feridos, incluindo crianças.
O presidente libanês condenou a ofensiva que considera barbárica.
A universidade de medicina em Beirute apelou a doações de sangue de todos os tipos. Os hospitais libaneses estão sobrecarregados e o cenário é de catástrofe. Paira a dúvida se a decisão de Israel continuar a atacar o Líbano poderá interferir com o cumprimento do cessar-fogo que tinha como cláusula exigida pelo Irão a suspensão das hostilidades no Líbano.