Centro municipal de socorro de Setúbal registou até hoje 1.196 ocorrências devido ao mau tempo

Lusa | 12 de Fevereiro de 2026 às 21:17
Centro municipal de socorro de Setúbal registou até hoje 1.196 ocorrências devido ao mau tempo
Centro municipal de socorro de Setúbal registou até hoje 1.196 ocorrências devido ao mau tempo FOTO: CMTV

A Câmara de Setúbal informou que as 429 ocorrências “diretamente relacionadas com a intempérie” incluem, entre outras, “inundações de superfície devido à acumulação da água da chuva, deslizamento de terras e queda de árvores, de postes de eletricidade e telecomunicações e de estruturas móveis e fixas”.

O Centro Municipal de Operações de Socorro de Setúbal registou, entre 27 de janeiro e as 11 horas desta quinta-feira, um total de 1196 ocorrências, das quais 429 diretamente relacionadas o mau tempo que assola o país, anunciou a autarquia.

Em comunicado, a Câmara de Setúbal informou que as 429 ocorrências “diretamente relacionadas com a intempérie” incluem, entre outras, “inundações de superfície devido à acumulação da água da chuva, deslizamento de terras e queda de árvores, de postes de eletricidade e telecomunicações e de estruturas móveis e fixas”.

“Destas 429 ocorrências, 184 tiveram lugar na União das Freguesias de Setúbal, 120 em Azeitão, 68 em São Sebastião, 37 no Sado e 20 em Gâmbia-Pontes-Alto da Guerra, números que refletem os danos causados pelo mau tempo no território da Serra da Arrábida”, indicou a autarquia.

Segundo a nota, outro tipo de ocorrências, como abertura de portas, resgate de animais, doenças, intoxicações, traumatismos e quedas também podem estar indiretamente relacionados com o mau tempo.

“Os serviços operacionais da Câmara Municipal de Setúbal, em articulação com as diversas entidades do sistema de Proteção Civil, continuam a trabalhar, em contínuo e em todo o concelho, na resolução dos problemas resultantes da intempérie”, assegurou a autarquia da Área Metropolitana de Lisboa.

Em consequência do anunciado agravamento das condições meteorológicas até às 06:00 de sexta-feira, hoje ao final da tarde foi encerrado à circulação automóvel um troço de cerca de 400 metros da estrada dos Picheleiros, com início na interceção com a rua Maria Amélia Chaves, no sentido Aldeia Grande-Azeitão, devido ao risco de queda de algumas árvores situadas num talude.

A interdição não afeta o acesso a residências, mas quem se dirige de Azeitão para a fábrica da Secil ou para o Hospital do Outão deve seguir pela Estrada Nacional (EN) 10, até Aldeia Grande, virando para a EN10-4 em direção à aldeia da Rasca, aconselhou a autarquia.

A circulação automóvel no Parque Urbano de Albarquel, incluindo estacionamento, está encerrada preventivamente devido à queda parcial de um muro de uma casa desabitada, resultante da escorrência de águas, e a situação está a ser avaliada pelos serviços municipais.

Na estrada EN10-4, a circulação entre Restinguinha e Albarquel foi retomada, mas condicionada à utilização de apenas uma via.

Em virtude de o troço Albarquel-Gávea estar encerrado, quem se deslocar para o Hospital do Outão deve utilizar a estrada que liga Setúbal à Figueirinha no cruzamento da Gávea, após utilizar a EN10 e EN10-4, passando por Aldeia Grande, pela Rasca e pela fábrica da Secil, prestando “particular atenção ao estado do piso”, refere-se na nota.

A rua Orlando Curto, que liga a EN10-4 no entroncamento da Gávea à rua Círio da Arrábida, na Praia da Figueirinha, está também encerrada entre o acesso ao Hospital do Outão e a Figueirinha por razões de segurança, enquanto as condições de instabilidade nas arribas e taludes adjacentes à via estão a ser avaliadas pela Proteção Civil e demais serviços municipais.

Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.