A Câmara de Setúbal informou que as 429 ocorrências “diretamente relacionadas com a intempérie” incluem, entre outras, “inundações de superfície devido à acumulação da água da chuva, deslizamento de terras e queda de árvores, de postes de eletricidade e telecomunicações e de estruturas móveis e fixas”.
O Centro Municipal de Operações de Socorro de Setúbal registou, entre 27 de janeiro e as 11 horas desta quinta-feira, um total de 1196 ocorrências, das quais 429 diretamente relacionadas o mau tempo que assola o país, anunciou a autarquia.
Em comunicado, a Câmara de Setúbal informou que as 429 ocorrências “diretamente relacionadas com a intempérie” incluem, entre outras, “inundações de superfície devido à acumulação da água da chuva, deslizamento de terras e queda de árvores, de postes de eletricidade e telecomunicações e de estruturas móveis e fixas”.
“Destas 429 ocorrências, 184 tiveram lugar na União das Freguesias de Setúbal, 120 em Azeitão, 68 em São Sebastião, 37 no Sado e 20 em Gâmbia-Pontes-Alto da Guerra, números que refletem os danos causados pelo mau tempo no território da Serra da Arrábida”, indicou a autarquia.
Segundo a nota, outro tipo de ocorrências, como abertura de portas, resgate de animais, doenças, intoxicações, traumatismos e quedas também podem estar indiretamente relacionados com o mau tempo.
“Os serviços operacionais da Câmara Municipal de Setúbal, em articulação com as diversas entidades do sistema de Proteção Civil, continuam a trabalhar, em contínuo e em todo o concelho, na resolução dos problemas resultantes da intempérie”, assegurou a autarquia da Área Metropolitana de Lisboa.
Em consequência do anunciado agravamento das condições meteorológicas até às 06:00 de sexta-feira, hoje ao final da tarde foi encerrado à circulação automóvel um troço de cerca de 400 metros da estrada dos Picheleiros, com início na interceção com a rua Maria Amélia Chaves, no sentido Aldeia Grande-Azeitão, devido ao risco de queda de algumas árvores situadas num talude.
A interdição não afeta o acesso a residências, mas quem se dirige de Azeitão para a fábrica da Secil ou para o Hospital do Outão deve seguir pela Estrada Nacional (EN) 10, até Aldeia Grande, virando para a EN10-4 em direção à aldeia da Rasca, aconselhou a autarquia.
A circulação automóvel no Parque Urbano de Albarquel, incluindo estacionamento, está encerrada preventivamente devido à queda parcial de um muro de uma casa desabitada, resultante da escorrência de águas, e a situação está a ser avaliada pelos serviços municipais.
Na estrada EN10-4, a circulação entre Restinguinha e Albarquel foi retomada, mas condicionada à utilização de apenas uma via.
Em virtude de o troço Albarquel-Gávea estar encerrado, quem se deslocar para o Hospital do Outão deve utilizar a estrada que liga Setúbal à Figueirinha no cruzamento da Gávea, após utilizar a EN10 e EN10-4, passando por Aldeia Grande, pela Rasca e pela fábrica da Secil, prestando “particular atenção ao estado do piso”, refere-se na nota.
A rua Orlando Curto, que liga a EN10-4 no entroncamento da Gávea à rua Círio da Arrábida, na Praia da Figueirinha, está também encerrada entre o acesso ao Hospital do Outão e a Figueirinha por razões de segurança, enquanto as condições de instabilidade nas arribas e taludes adjacentes à via estão a ser avaliadas pela Proteção Civil e demais serviços municipais.
Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.