Cerca de 1500 pessoas manifestam-se contra falta de água em Almada
Houve momentos de grande tensão com a GNR e multiplicaram-se os apelos à demissão da presidente da Câmara, Inês de Medeiros.
O protesto começou como um cordão humano, mas rapidamente deu lugar a uma marcha pelas ruas da Costa da Caparica. Cerca de 1500 pessoas saíram à rua para exigir uma solução para os sucessivos cortes no abastecimento de água que afetam o concelho de Almada.
Durante o percurso, os manifestantes dirigiram duras críticas à presidente da Câmara Municipal. Os participantes responsabilizam Inês de Medeiros pela crise no abastecimento e exigem a sua demissão.
Houve momentos de grande tensão, com os ânimos a exaltarem-se entre manifestantes e militares da GNR, numa altura em que os manifestantes tentavam cortar a estrada.
No protesto marcaram também presença várias figuras políticas, que criticaram a gestão da crise e defenderam uma resposta urgente para a população.
O vereador do PSD Paulo Sabino pediu que a autarca “ponha as mãos na consciência e perceba que falhou”. O deputado único do BE, Fabian Figueiredo, defendeu que a presidente da Câmara devia ter feitos os investimentos necessários. A presidente da Junta de Freguesia da Costa da Caparica, Vanessa Krause, também se mostrou revoltada e explicou que também está a ser afetada pela falta de água.
Já no final do dia, Inês de Medeiros reagiu nas redes sociais e pediu desculpa aos almadenses.
“Apesar de todos os esforços, as nossas reservas de água não conseguem responder ao aumento absolutamente excecional do consumo”, explicou.
A Câmara de Almada anunciou um corte total no abastecimento de água em 15 localidades, entre as 22 horas desta quarta-feira e as 6 horas da manhã de quinta-feira. Entre as zonas afetadas estão a Charneca da Caparica, Aroeira, Marisol e Fonte da Telha.