A concentração foi inicialmente marcada pela Comissão Coordenadora Permanente (CCP) dos Sindicatos e Associações dos Profissionais das Forças e Serviços de Segurança, que congrega estruturas da PSP, GNR, guardas prisionais, ASAE e Polícia Marítima, tendo depois recebido o apoio de outros sindicatos e associações, nomeadamente de sargentos, chefes e oficiais.
Cerca de mil elementos da PSP, GNR, guardas prisionais e Polícia Marítima estão esta quinta-feira concentrados em frente à residência do primeiro-ministro, em Lisboa, para protestar contra os cortes no cálculo da pensão de reforma, que podem ultrapassar os 30%.
A concentração foi inicialmente marcada pela Comissão Coordenadora Permanente (CCP) dos Sindicatos e Associações dos Profissionais das Forças e Serviços de Segurança, que congrega estruturas da PSP, GNR, guardas prisionais, ASAE e Polícia Marítima, tendo depois recebido o apoio de outros sindicatos e associações, nomeadamente de sargentos, chefes e oficiais.
Segundo a organização, estão presentes na concentração cerca de 1000 elementos das forças e serviços de segurança, superando a adesão as expectativas.
O secretário-geral da CPP e presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP), Paulo Santos, disse aos jornalistas que a concentração visa protestar “para o grave erro do corte de pensões previsto em alterações legislativas feitas desde 2005”.
Para Paulo Santos, está em causa “uma legislação muito penosa, principalmente para os mais jovens, que podem vir a ter cortes superiores aos 40%”.
A contestação entre os elementos das forças e serviços de segurança subiu de tom após a Assembleia da República ter chumbado, no passado dia 27 de fevereiro, iniciativas - apresentadas por Chega e PCP - que visavam aumentar o complemento de pensão de militares das Forças Armadas e GNR, e de pessoal das forças de segurança, assegurando que a reforma correspondia a 90% do último vencimento recebido.
As novas regras para as reformas da GNR, Forças Armadas e polícias visam a convergência com o regime geral, reduzindo as pensões de 90% para cerca de 60%-70% do último ordenado, com cortes que podem atingir ultrapassar os 30%. As alterações dependem da data de inscrição na Caixa Geral de Aposentações e introduzem limites etários (60 anos) e de tempo de serviço.