Ceuta: «Existe um aproveitamento político, uma exploração daquilo que se chama polarização afetiva»

| 31 de Julho de 2026 às 19:19
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João Ferreira Dias, investigador do Centro de Estudos Internacionais do ISCTE, Pedro Borges Lemos, advogado, e Pedro Trovão do Rosário analisaram no NOW a situação migratória em Ceuta e o controlo das fronteiras no espaço Schengen.

João Ferreira Dias destacou a necessidade de manter a calma e evitar o alarme social, defendendo que a posição do primeiro-ministro é sensata. Afirmou que «a crise maior, o pico de crise, já passou», frisando que cerca de 45 mil das 60 mil pessoas que atravessaram a fronteira já regressaram. Sublinhou também a importância do respeito pela dignidade humana e do controlo rígido das fronteiras.

Por sua vez, Pedro Borges Lemos reforçou que o controlo das fronteiras externas é essencial, contudo alertou que atitudes alarmistas são contraproducentes e que afastar unilateralmente um país do espaço Schengen não é juridicamente possível.

Pedro Trovão do Rosário enquadrou juridicamente a decisão do Supremo Tribunal espanhol sobre as devoluções a quente, ressaltando que «não há motivo para alarme ou criar aqui uma situação de particular tensão social» e que a pressão europeia sobre Espanha tem sido desproporcional.