Chega acusa BE de querer transformar debate sobre o RASI em "número político"

| 15 de Abril de 2025 às 21:07
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Pedro Pinto

Segundo Pedro Pinto, a proposta do Bloco de Esquerda visa apenas "marcar uma agenda política" em torno da segurança interna, sem o devido espaço para um debate plural e aprofundado.

O líder da bancada parlamentar do Chega, Pedro Pinto, criticou esta terça-feira a proposta do Bloco de Esquerda de realizar um debate sobre o relatório anual de segurança interna (RASI) já nesta quarta-feira, qualificando-a como uma "tentativa de criar um número político".

Em entrevista ao NOW, Pedro Pinto explicou que o partido votou contra a realização do debate na comissão permanente e justificou a sua posição, sublinhando a importância de discutir o relatório no plenário da Assembleia da República, com a participação de todos os deputados.

"O Chega considera fundamental que o RASI seja debatido no Parlamento, mas de forma abrangente, com a presença de todos os parlamentares, e não em uma comissão permanente, como está previsto para amanhã", afirmou o líder do Chega.

Segundo Pedro Pinto, a proposta do Bloco de Esquerda visa apenas "marcar uma agenda política" em torno da segurança interna, sem o devido espaço para um debate plural e aprofundado.

Pedro Pinto reiterou que, embora o relatório de segurança interna seja de grande relevância para o país, a sua discussão deve ser feita de forma mais ampla e transparente, no plenário, para permitir uma participação alargada dos deputados.

O deputado também revelou que o partido tem sérias dúvidas sobre a veracidade e a utilidade do relatório RASI, uma posição que, segundo o político, não é recente.

"Já duvidávamos deste relatório durante o governo do Partido Socialista e continuamos a nutrir as mesmas dúvidas agora, com o governo da AD", afirmou Pedro Pinto, questionando a fiabilidade do documento.

Recorde-se que o PSD, CDS e Chega rejeitaram esta terça-feira, na reunião da conferência de líderes, um requerimento do Bloco de Esquerda para que a comissão permanente do parlamento discutisse o Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) 2024.