Chega afirma que Luís Neves deve ser "afastado" do Governo; PS diz que intenção do Chega é "retirar o Governo a Portugal"

| 04 de Setembro de 2026 às 23:45
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Bruno Gonçalves (PS) e Rita Matias (Chega) estiveram Frente a Frente no NOW

Bruno Gonçalves (PS) e Rita Matias (Chega) estiveram Frente a Frente no NOW na noite desta sexta-feira e falaram sobre a situação política e a atuação do Governo relativamente às polémicas de Luís Neves. 

Rita Matias revelou que o Chega não se surpreendeu quando Luís Montenegro e José Luís Carneiro tentaram fugir ao tema de Luís Neves assim que surgiu na opinião pública. 

A deputada considera que só quando os factos se tornam " incontornáveis" é que o Partido Socialista e o Partido Social Democrata tentaram mostrar "um mínimo de preocupação com a ética republicana". 

"Dá a sensação de que Luís Montenegro está agarrado de alguma forma a Luís Neves e que é por isso que não tem coragem política," realça Rita Matias.  

"Temos um Presidente da República que diz: É preciso que este membro seja afastado do Governo. E temos um primeiro-ministro que não cumpre aquilo que está a ser solicitado por parte do presidente sem dar uma justificação cabal aos portugueses?" 

Por sua vez, Bruno Gonçalves realçou que há dois casos a serem analisados. Primeiro o caso do ministro da Administração Interna, e em segundo o caso relativo às intenções do Chega com a moção de censura. 

"A intenção do Chega não é retirar Luís Neves do Governo, é retirar o Governo a Portugal. É convocar eleições antecipadas que possam provocar caos e que possam provocar o desgaste normal das instituições," declara o eurodeputado. 

Bruno Gonçalves afirma que se "começarmos a pedir justificações e a pedir demissões sempre que houver um inquérito ou uma investigação aquilo que nós estamos a permitir é que (...) ao invés de serem os portugueses a elegerem pessoas para gerirem a política vão passar a ser os juízes, os polícias, e o Ministério Público a gerir o timing político."