Chega diz que “há matéria para avançar com CPI”; PS defende que “é mais uma cortina de fumo do Chega”

| 01 de Maio de 2026 às 19:50
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Frente a Frente

Bruno Gonçalves (PS) e Rita Matias (Chega) estiveram Frente a Frente no NOW

Bruno Gonçalves (PS) e Rita Matias (Chega) estiveram Frente a Frente no NOW na noite desta sexta-feira e falaram sobre a Operação Influencer, que envolve o antigo primeiro-ministro António Costa. 

Rita Matias afirmou que o Chega e o governo sombra “entendem que há matéria para avançar com uma Comissão Parlamentar de Inquérito” (CPI) pois, segundo escutas que foram tornadas públicas, “António Costa tinha conhecimento dos projetos em Sines, algo que negou em 2023, no momento da sua demissão”. 

Aquela perseguição que houve, na altura, ao Ministério Público, em particular ao parágrafo em que dizia que o primeiro-ministro poderia ter conhecimento desta matéria, afinal justificava-se. António Costa, quando se demite, sabe precisamente que aquele parágrafo tem um fundo de verdade ", defendeu a deputada do Chega. 

Destacou que “estão ainda para apurar as consequências políticas” — apesar de o primeiro-ministro se ter demitido, o Governo ter caído e o PS perder as eleições — pois António Costa ocupa agora presidência do Conselho Europeu. 

“É um cargo muito bem remunerado, mas também de grande responsabilidade”, sublinhou. 

Por sua vez, Bruno Gonçalves considerou que a CPI “é mais uma cortina de fumo do Chega”. “O Chega não tem mais coisas pra fazer e lembra-se de uma CPI”, defendeu. 

Realçou ainda que estas escutas estão a ser divulgadas “avulso”. “O parágrafo é exatamente a mesma coisa”, acrescentou. 

“Avancem com a CPI, mas se chegarmos à conclusão de que houve interferência judicial no poder político, na determinação de que o Governo cairia, então tem de ter também essas elações”, afirmou. 

O eurodeputado socialista destacou que “não podemos estar sistematicamente a dizer que só um dos lados do campo é que conta” e acusou o Chega de lançar “um princípio de suspeição” porque “não tem nem uma agenda política e está o canto, encostado pelo Governo, com uma reforma laboral que é impopular para o Governo e será impopular para o Chega”. 

“Sempre que há um tema incómodo sobre o qual o Chega tem de tratar, encontra uma forma de arranjar uma cortina de fumo”, defendeu.