Guerra e Paz
A analista considera que Xi Jinping “somou pontos no plano simbólico porque é Donald Trump que se dirige a Pequim”, e colocou-se “como uma potência não secundária, mas, estratégica para os Estados Unidos”.
A especialista em assuntos internacionais Catarina Caria foi a convidada do programa Guerra e Paz desta terça-feira que conta com Germano Almeida e falou sobre os encontros de Donald Trump e, depois, de Vladimir Putin com Xi Jinping na China.
Catarina Caria explicou que a China “tentou recalibrar a forma como se coloca ao lado de Trump”.
“Já não é uma ameaça, já não é a grande competição em relação aos Estados Unidos, ou pelo menos tentou transformar essa definição”, afirmou.
A analista considera que Xi Jinping “somou pontos no plano simbólico porque é Donald Trump que se dirige a Pequim”, e colocou-se “como uma potência não secundária, mas, estratégica para os Estados Unidos”. Somou ainda ponto plano geoeconómico, por compreender que há espaço nos erros de Trump para ganhar novos aliados”.
Segundo a especialista, a visita de Putin veio mostrar que Pequim não tem amigos em matéria de política internacional, mas sim parceiros estratégicos.
“Não vai ser esta tentativa de reaproximação por parte da Casa Branca [...] que retira também das prioridades da China a Rússia e, naturalmente, o Irão”, concluiu.