Cinco reclusos fugiram da prisão de Vale de Judeus por uma escada

| 07 de Setembro de 2024 às 14:27

Já foram lançados alertas para todas as forças de segurança e que já estão a decorrer buscas nas imediações da Cadeia de Vale de Judeus.

Cinco reclusos considerados perigosos fugiram este sábado, por volta das 10 horas, do Estabelecimento Prisional de Vale de Judeus, em Alcoentre, Lisboa, segundo Frederico Morais, presidente do Sindicato Nacional da Guarda Prisional. 

A notícia avançada pelo Correio da Manhã menciona que já foram lançados alertas para todas as forças de segurança e que já estão a decorrer buscas nas imediações da Cadeia de Vale de Judeus.

Os fugitivos escaparam pelo pátio e terão tido ajuda exterior de três pessoas, que colocarão uma escada para os ajudar a saltar a rede que cerca a cadeia. No lado de fora estava um carro preto que utilizaram para prosseguir com a fuga. 

O Estabelecimento Prisional de Vale de Judeus é um dos que alberga os reclusos mais perigosos, que cumprem penas normalmente superiores a 10 anos. 

Em nota enviada às redações, a Direção-Geral de Reinserção e Serviços Públicos (DGRSP) confirma a fuga e indica quais são os reclusos em fuga:

Fernando Ribeiro Ferreira

— 61 anos, condenado a 25 anos pelos crimes de tráfico de estupefacientes, associação criminosa, furto, roubo e rapto;

Rodolf José Lohrmann

— 59 anos, condenado a 18 anos e 10 meses pelos crimes de associação criminosa, furto, roubo, falsas declarações e branqueamento de capitais;

Mark Cameron Roscaleer

— 39 anos, condenado a 9 anos, pelos crimes de sequestro e roubo;

Shergili Farjiani

— 40 anos, condenado a 7 anos, pelos crimes de furto, violência depois da subtração e falsificação de documentos;

Fábio Fernandes Santos Loureiro

— 33 anos, condenado a 25 anos, pelos crimes de tráfico de menor quantidade, associação criminosa, extorsão, branqueamento de capitais, injuria, furto qualificado, resistência e coação sobre funcionário e condução sem habilitação legal.

Segundo a DGRSP, é “possível informar que a evasão se deu com ajuda externa através do lançamento de uma escada que permitiu aos reclusos escalarem o muro e acederem ao exterior”, graças à ajuda das câmaras de vigilância. A entidade assegura ainda que “conforme ao protocolado foram feitas imediatamente as comunicações devidas aos órgãos de polícia criminal com vista à recaptura dos evadidos e internamente foi aberto processo de inquérito a cargo do Serviço de Auditoria e Inspeção, coordenado por Magistrado do Ministério Público”.