Presidente da Confederação Empresarial de Portugal
Armindo Monteiro falou esta quarta-feira aos jornalistas para explicar as razões por que considera que “um acordo não só não reduz os direitos dos trabalhadores, como os beneficia”.
O presidente da Confederação Empresarial de Portugal (CIP), considerou que as negociações da reforma laboral em sede de concertação social foram marcadas por “medo e falta de verdade”. Armindo Monteiro acusou algumas posições de tentar geral pânico em torno da discussão.
“Nós temos respeito por uma perspetiva diferente daquela que nós temos. Aquilo que criticamos não é a diferença de opinião, é o taticismo, a instalação do medo e a falta de verdade para [...] lançar o pânico”, declarou.
Armindo Monteiro falou esta quarta-feira aos jornalistas para explicar as razões por que considera que “um acordo não só não reduz os direitos dos trabalhadores, como os beneficia”. O presidente da CIP defendeu que “se está tudo bem andámos entretidos com uma negociação que é inútil”.
“Nós somos pobres porque queremos”, realçou.
Para Armindo Monteiro, é importante avaliar o salário “líquido” e o salário mediano para saber o “salário com que os portugueses contam para fazer face às suas obrigações”. Salientou que, nos últimos anos, os “salários brutos aumentaram cerca de 60 a 70%” e o líquido “só cresceu cerca de 45%”.
“Se o salário mínimo subir sem estar ligado à produtividade pode originar descida das margens de lucro e saída do mercado”, alertou.
O presidente da Confederação considerou ainda que produtividade “não é trabalhar mais” e apelou aos empresários que “meios” necessários aos trabalhadores.