Comandante nacional da Proteção Civil esteve fora do país durante depressão Kristin
Nas zonas mais afetadas, o acionamento das forças armadas tem sido feito lentamente.
Ao final da tarde de dia 28 de janeiro, mais de 12 horas depois da passagem da depressão Kristin, estavam apenas quatro militares no terreno. Ao mesmo tempo, o presidente da Proteção Civil garantia que, no terreno estava a ser realizado um excelente trabalho.
Enquanto isso, o comandante nacional da Proteção Civil, Mário Silvestre, esteve fora do país no dia mais grave da tempestade. Ausentou-se depois da tempestade Ingrid, durante a passagem da Joseph e antes da Kristin.
Terá estado durante três dias em formação em Bruxelas, mas Mário Silvestre já reagiu.
“No dia 25, domingo, [...] tivemos um ‘briefing’, com o Institui Português do Mar e da Atmosfera que nada antevia que houvesse a tal depressão Kristin que se veio a verificar. Fizemos uma avaliação do cenário e seria uma semana normal”, explicou.
Segundo a revista Sábado, a deslocação foi autorizada pelo presidente da Autoridade Nacional de Proteção Civil, com a justificação de que não existiam informações sobre a depressão Kristin.
Mário Silvestre regressou a Portugal na noite de dia 28, horas depois de o país ter sido arrasado pela depressão Kristin.
O presidente da Proteção Civil, José Manuel Moura, esqueceu a ajuda de militares nas zonas afetadas pela depressão Kristin. As forças armadas têm até três mil militares disponíveis, mas o acionamento tem sido feito a conta gotas. Disse que não se justificava pedir ajuda ao Mecanismo de Proteção Civil europeu, já que, como garantiu, Portugal não tinha esgotado a sua capacidade.