Depois de reuniões com o presidente norte-americano, a presidente mexicana conseguiu, por duas vezes, suspender a aplicação de tarifas ao seu país.
Durante a campanha eleitoral, Trump fez do México um alvo para os seus inúmeros ataques, quer a nível da imigração com a situação dos migrantes na fronteira a sul, quer a nível do aumento da criminalidade, que ele atribuiu aos cartéis de droga mexicanos e à entrada de fentanil. Uma vez eleito, prometeu impor tarifas ao vizinho do sul até que esta droga deixasse de entrar nos Estados Unidos.
Mas desde a sua vitória em novembro, Claudia Sheinbaum, a primeira mulher presidente do México, tem surpreendido muitos mexicanos, não só por se ter defendido da panóplia de ameaças e acusações de Trump em relação ao país, mas também por ter ido mais longe e ter conseguido manter uma relação positiva com o homólogo americano. Quando o presidente norte-americano ameaçou que iria mudar o nome do Golfo do México para Golfo da América, Sheinbaum brincou com o facto de os Estados Unidos passarem a chamar-se "América Mexicana".