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Congresso dos Estados Unidos certifica vitória de Donald Trump nas eleições presidenciais

Sandro Bettencourt | 06 de Janeiro de 2025 às 12:58
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Estados Unidos

Ao contrário do que aconteceu há precisamente quatro anos, altura em que o capitólio foi invadido por apoiantes de Donald Trump, agora é esperado que o processo decorra com tranquilidade.


No sistema político dos Estados Unidos, a certificação dos votos do colégio eleitoral é um passo importante e o último no processo da eleição presidencial, antes da posse.

Apesar da cerimónia ser uma exigência, de acordo com o artigo 2º da Constituição dos EUA, o processo é considerado apenas uma formalidade.

Pela terceira vez na história é o candidato derrotado, neste caso, Kamala Harris, que tem a função de confirmar a vitória do rival nas últimas eleições. A vice-presidente vai em voz alta ler os votos eleitorais e, de seguida, o congresso conta os resultados de cada estado para confirmar a vitória de Trump.

Na memória dos americanos ainda está bem presente o que aconteceu no dia 6 de janeiro de 2021, data em que o capitólio foi invadido por apoiantes de Trump numa tentativa de reverter os resultados eleitorais.

Por esse motivo, o departamento de segurança interna dos Estados Unidos declarou o dia como um evento de segurança especial, com mais polícia na rua, com perímetros de segurança mais amplos e a implementação de tecnologia para detetar materiais usados em armas.

No dia 6 de janeiro de 2021 uma multidão irrompia pelo capitólio, assim que Donald Trump terminava de contestar em palco os resultados das eleições que davam vitória a Joe Biden.

A invasão chocou tudo e todos pelo ataque à democracia num país como os Estados Unidos e por ter resultado em cinco mortos.

As imagens não demoraram muito a percorrer o mundo.

Centenas de horas de julgamentos e de testemunhos em direto para as televisões, como os de quatro polícias no congresso dos Estados Unidos que contaram como tentaram, em vão, controlar a multidão pró-Trump.

Quatro anos depois, a invasão resultou em mais de 1500 acusações e perto de 700 pessoas foram presas.

Donald Trump, considerado por muitos o autor moral do ataque, toma posse a 20 de janeiro, ao mesmo tempo que ainda a ser investigado por conspiração.