Conheça todo o percurso de Maria Luís Albuquerque, a nova comissária europeia

| 28 de Agosto de 2024 às 14:59
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Maria Luís Albuquerque

Nascida em Braga, em 1967, já passou por diversos cargos.

Maria Luís Albuquerque ocupou o cargo de secretária de estado das finanças durante o período da Troika. Sucedeu a Vítor Gaspar, em julho de 2013, sendo nomeada ministra das Finanças do Governo de Pedro Passos Coelho. Neste momento é membro do conselho nacional do PSD.

Nascida em Braga, em 1967, licenciou-se em economia na Universidade Lusíada de Lisboa e concluiu o mestrado em economia monetária e financeira pelo Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade Técnica.

Depois disso, e durante alguns anos, desempenhou funções de técnica superior na direção-geral do tesouro e finanças e no gabinete de estudos e prospetiva económica do Ministério da Economia.

Em 2001, tornou-se assessora do secretário de estado do tesouro e das finanças e, nesse mesmo ano, assumiu a direção do departamento de gestão financeira da Refer, onde ficou até 2007.

Na mesma altura, passou a coordenar o núcleo de emissões e mercados do Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público até 2011.

Entre 1991 e 2006, foi também professora da Universidade Lusíada de Lisboa, no Instituto Superior de Economia e Gestão e no polo de Setúbal da Universidade Moderna.

Em junho de 2011 assume, pela primeira vez, o cargo de secretária de estado, ficando responsável pelas pastas do tesouro e das finanças. Em outubro de 2012 volta a ocupar o mesmo cargo, mas desta vez fica apenas responsável pela pasta do tesouro.

Em julho de 2013, sucede a Vítor Gaspar e assume o cargo de ministra das Finanças, mantendo-se até ao final do executivo liderado por Pedro Passos Coelho.

Atualmente, é membro do conselho nacional do PSD, sendo segundo nome da lista logo a seguir a Carlos Moedas, e é membro do conselho de supervisão da subsidiária europeia da empresa norte-americana Morgan Stanley.

Chegou a ministra sem qualquer percurso partidário, mas essa popularidade fez com que, muitas vezes, no PSD fosse apontada como uma possibilidade para a liderança do partido.

De resto, foi cabeça de lista por Setúbal, um distrito complicado para o PSD, nas eleições de 2015. Só não voltou a ser candidata, apesar da pressão do PSD em Setúbal, porque Rui Rio a tirou das listas.