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António Monteiro abordou também a urgência e a dificuldade de reformar o Conselho de Segurança da ONU.
A candidatura de Portugal a um lugar no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) enfrenta uma concorrência de peso, num momento decisivo em que a votação se aproxima.
Durante a análise do antigo embaixador na ONU, António Monteiro, à corrida diplomática, destaca-se que «a Alemanha é um peso pesado com uma tendência para ser quase um membro semipermanente do Conselho de Segurança».
A entrada da Alemanha na disputa, contrariando um acordo prévio do grupo ocidental que previa apenas as candidaturas de Portugal e da Áustria, torna o cenário mais complexo. Ainda assim, existe otimismo quanto às hipóteses da representação nacional, sublinhando-se que a afirmação multilateralista do país tem sido um fator de sucesso em eleições anteriores.
A mobilização da equipa diplomática em Nova Iorque, nos momentos que antecedem o escrutínio secreto, é considerada fundamental para garantir os votos necessários.
António Monteiro abordou também a urgência e a dificuldade de reformar o Conselho de Segurança da ONU.
O modelo atual, que reflete os equilíbrios do pós-Segunda Guerra Mundial, mantém o poder de veto concentrado em cinco potências, dificultando qualquer alteração estrutural que permita uma maior representatividade de outros grupos regionais.