Construtor de Palmela que se fazia passar por promotor imobiliário de complexos residenciais de luxo deixou 114 famílias sem casa

| 10 de Janeiro de 2026 às 14:35
A carregar o vídeo ...

Palmela

A empresa de Romeu Silva vendeu várias vezes as mesmas casas. O suspeito detido em dezembro já foi libertado pelo tribunal.

Trata-se de um dos maiores escândalos imobiliários recentes em Portugal. Em causa está um construtor burlão que deixou 114 famílias sem casa, sem dinheiro e a contas com o fisco.

Este construtor fez-se passar por promotor de complexos residenciais de luxo em Palmela

A Diagramamotriz , a empresa Romeu Joel Silva, vendeu várias vezes as mesmas casas, angariando milhões de euros em sinais provenientes de dezenas compradores.

Esta empresa entrou em insolvência.

O burlão foi detido pela PJ em dezembro do ano passado, mas foi libertado pelo tribunal, depois de centenas de queixas de pessoas que foram lesadas.

O suspeito ficou sujeito à medida de coação de Termo de Identidade e Residência.

Os dados do gestor judicial confirmam que o valor global da burla atinge os 27 milhões de euros.

Segundo o Jornal de Negócios, o administrador de insolvência da Diagramamotriz diz que a empresa angariou, com base nas reclamações de crédito apresentadas, quase 17 milhões de euros em sinais por conta dos contratos de promessa de compra e venda de habitações em vários empreendimentos residências de luxo, em Palmela

A empresa de Romeu Joel Silva tem uma dívida ao Fisco e à Segurança Social no valor total de 128 mil euros.

O gestor judicial considera que a aprovação de um plano de recuperação da Diagramamotriz não se afigura viável e que o encerramento da empresa é irreversível.