Construtora responsável pela moradia de luxo de Luís Montenegro faliu no dia em que casa ficou concluída
O primeiro-ministro pagou um total de 737 mil euros pela casa — o dobro daquilo que estava inicialmente previsto.
A empresa Rui Mota oliveira Services, foi declarada insolvente pelo Tribunal Judicial da Comarca de Braga, juízo de comércio de Vila Nova de Famalicão, a dia 15 de outubro de 2020.
Meses antes, a construtora, responsável pela moradia de luxo do primeiro-ministro, tinha apresentado um processo especial de revitalização que se traduziu num insucesso.
A insolvência foi declarada no mesmo dia em que a obra da moradia de Luís Montenegro foi dada como concluída.
Em 2016, o custo previsto para a construção da moradia de luxo de Luís Montenegro era de 331 mil euros, mas os números que aumentaram. A construtora cobrou a Montenegro, para além do estipulado, mais de 214 mil euros.
A essa despesa juntou-se ainda o custo do betão fornecido por uma empresa alheia à que estava encarregue da construção. Ao valor da moradia, acresceu a aquisição do prédio devoluto, que foi demolido para dar lugar a atual moradia de luxo de seis andares.
Sendo assim, o primeiro-ministro pagou um total de 737 mil euros pela casa — o dobro daquilo que estava inicialmente previsto.
Os acabamentos do imóvel ficaram a cargo de uma empresa, cujo nome não foi divulgado por Luís Montenegro. O valor desses serviços continua desconhecido.