Crise e contestação social: «Pode ser o início de uma mobilização europeia violenta»

| 10 de Outubro de 2026 às 16:17
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A partir de Espanha, foram reportados por Francica Laranjo os protestos desencadeados pelo despejo e pela morte de Maricarmen.

O aumento do custo de vida, a crise na habitação e a pressão económica gerada por conflitos internacionais estiveram em análise num debate sobre a crescente contestação social na Europa e noutras geografias. Em estúdio, foi alertado por Diogo Carreira que o atual cenário «possa ser o início de uma mobilização europeia violenta contra uma palavra, que para nós, nos diz muito, que é a austeridade», sublinhando o risco de um fosso crescente entre a classe política e as dificuldades materiais dos cidadãos.

A partir de Espanha, foram reportados por Francica Laranjo os protestos desencadeados pelo despejo e pela morte de Maricarmen, uma idosa de 87 anos que se tornou símbolo da crise imobiliária que levou à convocação de eleições antecipadas. Em direto de São Paulo, Uriã Fancelli estabeleceu um paralelismo com as revoltas da geração Z na Ásia e as tensões sentidas na América Latina, onde o descontentamento popular face à perda de poder de compra alimenta alternativas populistas.