Moçambique
O chefe de estado defendeu a união no país e disse que a estabilidade social e política é a prioridade. Depois da cerimónia a polícia disparou contra a população que se preparava para iniciar uma manifestação de protesto.
O relógio marcava as sete da manhã em Moçambique, mais duas horas em Portugal, quando começou a cerimónia de tomada de posse de Daniel Chapo.
A polícia montou um forte dispositivo de segurança na Praça da Independência, onde se concentraram cerca de 2500 convidados.
Cyril Ramaphosa, da África do Sul, Umaro Sissoco Embaló, da Guiné-Bissau, foram dos poucos Presidentes a testemunhar a tomada de posse de Daniel Chapo como quinto presidente de Moçambique, o primeiro nascido já após a independência do país a maioria dos estadistas decidiu enviar a Maputo os seus representantes, um deles foi o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel.
No primeiro discurso como Presidente de Moçambique, Daniel Chapo diz que garantir a estabilidade social e política no país é uma das prioridades.
As honras de abertura da tomada de posse de Daniel Chapo recaíram sobre o Presidente cessante. Filipe Nyusi afirmou que Daniel Chapo representa um novo projeto de esperança.
O candidato da Frelimo subiu ao poder, mas os protestos violentos contra os resultados eleitorais de outubro continuam em Maputo. A polícia tentou dispersar os manifestantes com tiros nas ruas.
Venâncio Mondlane convocou três dias de paralisação e manifestações, desde segunda-feira, contestando a tomada de posse dos deputados eleitos à Assembleia da República e a investidura do novo Presidente da República.
Daniel Chapo era governador da província de Inhambane quando, em maio de 2024, foi escolhido pelo comité central para ser candidato do partido no poder à sucessão de Filipe Nyusi, que cumpriu dois mandatos como Presidente da República. A 23 de dezembro, Daniel Chapo, 48 anos, foi proclamado pelo conselho constitucional como vencedor da eleição presidencial, com 65,17% dos votos, nas eleições gerais de 9 de outubro.