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Debate das presidenciais na rádio marcado por momentos de tensão e pontos de convergência

Beatriz Ender | 02 de Janeiro de 2026 às 20:50
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Debate presidencial na Rádio

A 16 dias das eleições presidenciais, oito candidatos a Belém encontraram-se esta sexta-feira, em Lisboa, para o debate na rádio. Teve a duração de duas horas e todos deixam a garantia: não haverá desistências.

O debate presidencial na rádio desta sexta-feira começou com a discussão sobre aquilo que deve o Presidente da República fazer em caso de chumbo do Orçamento do Estado. As respostas foram unânimes: o chumbo não deve implicar a dissolução do Parlamento.

O candidato André Ventura foi questionado sobre os quadros que tem espalhados no Parlamento e em resposta diz ter muito gosto que ninguém tenha vergonha do Presidente do Chega.

Em cima da mesa esteve também a questão de manter o representante da República nas regiões autónomas. Marques Mendes remete a questão para a Assembleia da República.

Já António José Seguro defende que a relação deve existir e para João Cotrim de Figueiredo é uma figura ultrapassada.

Além disso, Henrique Gouveia e Melo garantiu que não levava Mendes nem Ventura para um submarino, mas para Belém quer levar "mudança".

Já a questão da Base das Lajes com os Estados Unidos divide os candidatos, mas tanto António Filipe como Catarina Martins acusam Washington de não cumprir os compromissos.

Ainda a nível internacional, o candidato presidencial Jorge Pinto disse que gostava que Portugal e a Europa começassem a criar mecanismos para a sua própria defesa.

Com uma duração de duas horas e vários momentos de tensão, durante o debate também houve alguns pontos de convergência e a garantia de que não haverá desistências.

As presidenciais estão marcadas para 18 de janeiro e a campanha eleitoral acontece de 4 a 16 de janeiro.