Defesa de Adriano Quintanilha pede absolvição no caso de doping em equipa de ciclismo W52 - FC do Porto

| 13 de Junho de 2025 às 18:31
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W52 - FC do Porto

Já a defesa de Nuno Ribeiro pediu uma pena atenuada para o seu constituinte e imputou responsabilidades ao dono da equipa de ciclismo.

Depois do Ministério Público pedir penas suspensas para os 26 arguidos do processo “prova Limpa”, julgados pelo envolvimento no esquema de doping, na condição de que todos indemnizassem a Federação Portuguesa de Ciclismo, esta quinta-feira, foi a vez das defesas fazerem as alegações do processo que envolve a equipa de ciclismo W52 - FC do Porto.

A advogada de Adriano Sousa, conhecido por Quintanilha, e da Associação Calvário Várzea, da qual era presidente, pediu a absolvição do arguido e contestou também o pedido de indemnização apresentado pela Federação.

Para a defesa não existem indícios de que o arguido tivesse conhecimento ou envolvimento direto em práticas ilícitas e lembrou ainda que Quintanilha se tornou presidente da Associação em 2020, apenas com o objetivo de garantir que os salários dos atletas e staff fossem pagos atempadamente.

Já o advogado de Nuno Ribeiro – que era à altura diretor-desportivo da equipa -, pediu uma pena atenuada para o arguido e apontou todas as responsabilidades no caso ao empresário Adriano Quintanilha.

Durante cerca de meia hora, o advogado disse ainda que Nuno Ribeiro nunca obrigou os atletas a consumir substâncias proibidas. Apontou a pressão desportiva e económica por parte de Adriano Quintanilha, dizendo mesmo que este “insultava, coagia e gritava”.

Nas alegações lembrou que o processo teve um grande impacto na vida pessoal e familiar de Nuno Ribeiro, dizendo mesmo que este já tinha sido condenado na praça pública. Por isso, a pena dever ser atenuada e nunca deverá ser pena de prisão efetiva.