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«Deixa de ser possível fazer o ataque direto ao incêndio a partir de determinada temperatura»

Rita Carmona Direito | 25 de Julho de 2026 às 16:16
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Ricardo Ribeiro indicou que as chamas em França ultrapassaram os 20 metros de altura, com comportamentos convectivos e rápida propagação que forçaram a evacuação de mais de uma centena de milhar de pessoas.

O especialista em proteção civil, Ricardo Ribeiro, esteve no NOW para analisar a vaga de incêndios que afeta França e Espanha. O perito explicou que o vento, as temperaturas superiores a 35 graus e a humidade muito baixa constituem um denominador comum meteorológico que intensifica estes fogos.

Segundo Ricardo Ribeiro, a conjuntura meteorológica é idêntica à de Portugal, existindo também falhas no ordenamento do território, na gestão do combustível e na desertificação do interior.

Durante a análise, o especialista destacou a elevada intensidade linear das chamas em ambos os países vizinhos, frisando que «a partir de determinada temperatura deixa de ser possível fazer o ataque direto ao incêndio e as preocupações são as pessoas e os bens».

Ricardo Ribeiro indicou que as chamas em França ultrapassaram os 20 metros de altura, com comportamentos convectivos e rápida propagação que forçaram a evacuação de mais de uma centena de milhar de pessoas.

O convidado observou ainda que, embora os responsáveis políticos recorram frequentemente ao argumento do impacto climático, existem fatores decisivos que dependem da gestão governamental, tais como o ordenamento territorial, os meios disponíveis e a formação da população.