Ricardo Claro
Um dos suspeitos, agora em prisão preventiva, assumiu que deu informações sobre o gestor a dois cúmplices em troca de um carro.
Ricardo Claro foi visto pela última vez no dia 13 de março depois de jantar com a mãe. Como era habitual à sexta-feira, a mãe de Ricardo foi comprar frangos a uma churrasqueira em Faro para jantarem juntos.
Apesar de estar desaparecido há quase duas semanas, família e amigos não perdem a esperança.
A Polícia Judiciária continua a investigar o caso.
Na sequência da investigação foi detido um suspeito por envolvimento no rapto e roubo de Ricardo. Foi presente a um juiz de instrução criminal para primeiro interrogatório, e foi-lhe aplicada a medida de coação mais gravosa, a prisão preventiva.
Perigo de fuga, continuação da atividade criminosa e perturbação grave da ordem pública foram as razões que levaram o juiz de instrução criminal de Faro a aplicar essa medida de coação.
Rogério, de 39 anos, está indiciado de vários crimes, nomeadamente sequestro agravado e roubo agravado.
Manteve um relacionamento próximo com a vítima e, por isso, conhecia todas as suas rotinas. Em tribunal assumiu que deu informações sobre o gestor a dois cúmplices, mas nega que tenha participado no possível homicídio da vítima. A recompensa pelas informações seria um carro.
Há mais dois suspeitos que já terão fugido para o Brasil. Antes de abandonarem o país, terão recorrido a terceiros para realizar levantamentos e pagamentos com os cartões roubados.