Porto
Os trabalhos decorreram durante todo o dia e terminaram já noite dentro. Os arguidos negam ter cometido qualquer crime e falam numa questão política. O Ministério Público vai fazer este sábado a promoção.
O dia foi longo no Tribunal de Instrução Criminal do Porto. Os arguidos chegaram de manhã, mas os interrogatórios terminaram já noite dentro. Os quatro quiseram falar no primeiro interrogatório e todos tentaram explicar que não houve crime, atirando para questões políticas.
Explicaram que, a forma como eram feitos os procedimentos relativos às contratações das iluminações de natal, era prática comum em todo o país e que se trata de um caso político e não criminal. O último a ser ouvido foi Laplaine Guimarães - secretário-geral da Câmara de Lisboa e considerado o pivô do esquema criminoso.
Todos tentaram argumentar que era prática das autarquias estipular um valor para as iluminações de natal e, por exemplo, na câmara de Lisboa, era a União de Associações de Comércio e Serviços que tramitava com a empresa, neste caso a ‘Castros’, o valor e a instalação das luzes.
Este sábado, será feita a promoção do Ministério Público. Só depois, o juiz Pedro Miguel Vieira vai decidir se os arguidos se mantêm presos ou não, enquanto aguardam o despacho.
As medidas de coação só deverão ser conhecidas segunda-feira.
Recorde-se que os quatro – Laplaine Guimarães, homem forte da câmara de Lisboa, Carla Salsinha, presidente da União das Associações de Comércio e Serviços, um administrador e uma funcionária da empresa Castros iluminações – foram detidos na terça-feira pela Polícia Judiciária do Porto. Estão indiciados pelos crimes de corrupção ativa e passiva e associação criminosa.