Diretor nacional da PJ diz que "ninguém investiga sapatos de defunto"

Rita Carmona Direito | 11 de Dezembro de 2024 às 11:07
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Luís Neves

Luís Neves afirma que estas investigações dos crimes de corrupção devem ser feitas "ao momento e não passados anos".

O diretor nacional da PJ diz que as autoridades devem investigar os crimes o quanto antes e que "ninguém investiga sapatos de defunto". Luís Neves, em conferência de imprensa na manhã desta quarta-feira, falou sobre combate à criminalidade e disse que Portugal tem um dos melhores laboratórios forenses na Europa.

"Temos de dar a volta definitivamente, é para isso que trabalhamos. Queremos trazer estabilidade à nossa instituição e às investigações. Investimos quase sete milhões ao colocar na nossa Unidade de Perícias Tecnológicas e informáticas um dos melhores laboratórios digitais forenses da Europa", disse inicialmente. 

Luís Neves afirmou de seguida que estas investigações dos crimes de corrupção devem ser feitas "ao momento e não passados anos", e que envolvem equipas multidisciplinares altamente qualificadas.

"Nós temos uma expressão policial que é ninguém investiga sapatos de defunto. Já passou, já está lá atrás. Ninguém se lembra, a prova diluiu-se e o ânimo do investigador não é o mesmo", argumentou.