Diretor nacional da PSP justifica ação policial no Martim Moniz com as 52 denúncias de armas proibidas registadas em dois anos

Bruna Cardoso | 05 de Fevereiro de 2025 às 16:27
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Diretor da PSP

Luís Carrilho foi ouvido no Parlamento durante a manhã desta quarta-feira.

Ações de policiamento no bairro de Lisboa e a revista a dezenas de pessoas, sobretudo imigrantes, levaram aos partidos Bloco de Esquerda, PS e Livre a requerer a audição do superintendente da Polícia de Segurança Pública (PSP), Luís Carrilho.

Em resposta aos deputados, o diretor nacional da PSP garante que a ação no Martim Moniz foi apenas uma das "1413 operações policiais de prevenção criminal" que a polícia fez entre 2012 e 2024. No ano passado, registaram-se 92 operações policiais só na Grande Lisboa. 

Ainda sobre as críticas que falavam numa “interferência política”, Luís Carrilho assume que desde que é diretor nacional da PSP nunca recebeu indicações para realizar ações policiais.

Luís Carrilho falou ainda sobre o caso da morte de Odair Moniz e afirma que tem total confiança na justiça, bem como nos polícias.

O diretor nacional da PSP garantiu que serão dados todos os esclarecimentos sobre a elaboração do auto de notícia sobre a morte de Odair Moniz, sustentando que o sistema estratégico de informação da polícia "regista tudo".

Luís Carrilho referiu ainda que o volume de interações da PSP no dia a dia ultrapassa dois milhões e meio e sublinhou o caráter democrático e de proximidade da instituição.