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Entre os documentos desaparecidos estará o relatório da compra da MCE Intermediações & Negócios, empresa que detinha os postos de venda do jogo no Rio de Janeiro.
O advogado Rodrigo Marinho Crespo foi assassinado com 11 tiros à saída do seu escritório, no Brasil, no dia 26 de fevereiro. Na altura a polícia deteve três homens por alegadamente estarem implicados no crime, mas ainda não conseguiu chegar ao autor do homicídio, assim como a quem o encomendou.
Segundo avança a última edição do jornal "Tal & Qual", há fortes suspeitas de que a execução do advogado poderá estar relacionada com os negócios da Santa Casa da Misericórdia e várias empresas brasileiras para a internacionalização da lotaria e outros jogos.
No âmbito da investigação deste crime o departamento de homicídios da polícia do Rio de Janeiro descobriu que o advogado Marinho Crespo trabalhava para a MCE Intermediações & Negócios, que explorava a lotaria no estado brasileiro, e uma das onze empresas associadas à Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, no negócio que acabou por revelar-se ruinoso.
As suspeitas da ligação da morte do advogado com os negócios da Santa Casa assenta no facto de ter desaparecido toda a documentação que Rodrigo Marinho Crespo guardava no escritório sobre os negócios da instituição portuguesa com empresas brasileiras.
A mesma notícia recorda que também Nuno Rebelo de Sousa, o filho do Presidente da República, terá tentado vender os seus serviços de lobista e facilitador, tanto no Brasil como em Lisboa, junto da Santa Casa e do Governo.
O "Tal & Qual" avança ainda que até finais de julho do ano passado, o projeto de internacionalização dos jogos custou à Santa Casa da Misericórdia de Lisboa cerca de 40 milhões de euros.