Dois polícias julgados por sequestro agravado e homicídio
Os agentes da PSP de Olhão estão suspensos de funções e arriscam serem expulsos da instituição.
Tudo aconteceu no dia 9 de março de 2024, quando os agentes da PSP de Olhão receberam a comunicação de que estavam a ocorrer desacatos no supermercado Algartalhos em Olhão.
Eram cerca das 16h30 quando os polícias chegaram ao local. Os cidadãos marroquinos já tinham abandonado o estabelecimento, mas os polícias acabaram por os encontrar a poucos metros de distância.
Mais tarde, cerca das 20h30, mais uma vez os suspeitos entraram noutro supermercado da mesma cadeia na cidade algarvia e, novamente, abriram e consumiram vários produtos alimentares.
Uma empregada e a gerente confrontaram-nos, mas os dois começaram a insultar as duas funcionárias, até que um dos clientes ligou diretamente para a esquadra da cidade.
Os agentes da esquadra de Olhão encontraram os marroquinos nas imediações, algemaram-nos, e levaram-nos para a zona de Pechão onde terão espancado um deles.
A vítima sofreu lesões cerebrais que lhe viriam a provocar a morte, depois de ter estado internado nos cuidados intensivos no Hospital de Faro.
Mais de um ano depois, o Ministério Público acusou agora os agentes da PSP de dois crimes de sequestro agravado e um crime de homicídio qualificado, crimes que determinaram a pena de suspensão do exercício de funções.
A Direção Nacional da PSP confirma ter “instaurado o respetivo procedimento disciplinar” e que face à gravidade dos factos constantes da acusação do Ministério Público, aguarda o julgamento para decidir sobre a expulsão dos agentes da instituição policial.
A instituição refere que tudo fará para garantir que comportamentos como estes sejam uma exceção absoluta.