Sérgio Cintra e Carla Madeira foram constituídos arguidos. Ao Observador, o vereador na Câmara Municipal de Lisboa disse desconhecer o teor das suspeitas que motivaram a sua constituição como arguido.
Sérgio Cintra e Carla Madeira - dois vereadores do Partido Socialista (PS) na Câmara Municipal de Lisboa - foram constituídos arguidos no âmbito da Operação Imergente, avançou este sábado o Observador. A notificação, que ocorreu após as buscas realizadas na quinta-feira, foi confirmada pelo próprio Sérgio Cintra ao mesmo órgão de comunicação social. Nenhum deles pretende suspender as suas funções na autarquia.
Ao Observador, o vereador socialista disse ainda estar disponível para colaborar com as autoridades neste caso, mas garantiu desconhecer o teor das suspeitas que motivaram a decisão de ser constituído arguido. Carla Madeira não comentou o sucedido.
A Polícia Judiciária (PJ) realizou na quinta-feira buscas em várias freguesias de Lisboa e fez cinco detidos: Duarte Moral, assessor do secretário-geral do PS José Luís Carneiro, a mulher Rute Reimão, o sócio Rui Pedro Nascimento, a vereadora na Câmara de Oeiras Filipa Laborinho e o ex-porta voz do PSOE Emilio Vázquer Blanco. Foram ainda constituídos 37 arguidos.
Em causa estão alegados favorecimentos na contratação de militantes socialistas e adjudicação direta de serviços a empresas ligadas ao partido, entre 2016 e 2022.
Sérgio Cintra é atualmente vereador em Lisboa, mas em 2013 foi presidente da Assembleia de Freguesia de Santa Maria Maior - freguesia esta que está agora no centro desta investigação. Na altura, o presidente da autarquia era Miguel Coelho, que também foi constituído arguido nesta investigação.
Já Carla Madeira, desempenhou em 2013 o cargo de presidente da Junta de Freguesia da Misericórdia até ser eleita vereadora na Câmara Municipal de Lisboa. A Junta de Freguesia da Misericórdia também foi alvo de buscas na quinta-feira e a atual presidente socialista, Carla Almeida, foi também constituída arguida.