Guerra e Paz
O especialista explicou que “vimos Xi Jinping a comportar-se como um ‘bully’ ao instrumentalizar as terras raras”.
O professor catedrático de Relações Internacionais Luís Tomé foi o convidado do programa Guerra e Paz desta segunda-feira, que conta com Germano Almeida. O tema desta edição teve como questão de partida ‘O que saiu do encontro de Donald Trump e Xi Jinping?’
Questionado sobre se existe risco de o Presidente norte-americano mudar de ideias em relação aos acordos com o homólogo chinês, o especialista começou por explicar que foi estabelecida uma data para os acordos entrarem em vigor, mas que se trata de um acordo verbal.
“Há os detalhes que é preciso passar para papel. Frequentemente, é nos detalhes que as coisas correm mal”, alertou.
Ainda assim, por terem feito convites mútuos para visitas no próximo ano, “eles vão se esforçar porque têm complicações internar se as coisas descambarem”.
“São políticos que estão a olhar para o campo interno, além que quererem mandar uma mensagem para o mundo”, acrescentou.
Luís Tomé explicou que a “mensagem que sai mais claramente vencedora é a de que Xi Jinping, que se afirma como um par de Donald Trump”.
“A China é uma superpotência paritária dos Estados Unidos que, por um lado, é responsável, mas, por outro lado, tem força suficiente para resistir ao ‘bullying’ de Donald Trump”, afirmou.
O especialista salientou ainda que “Donald Trump aprendeu que o ‘bully’ também pode ser alvo de ‘bullying’”.
“Vimos Xi Jinping a comportar-se como um ‘bully’ ao instrumentalizar as terras raras”, concluiu.