As mensagens mostram que a direção da PJ tinha conhecimento da situação e que havia preocupação com a forma como os bidões estavam guardados.
Os e-mails trocados entre os diretores da Polícia Judiciária em setembro de 2025 e outros documentos internos econtrados numa investigação realizada pela 'SOL', 'TVI' e 'CNN' desmontou a justificação dada por Luís Neves numa conferência de imprensa sobre o atrelado apreendido durante a operação de desmantelamento de uma rede de tráfico de droga em 2024 ter aparecido na sua casa.
Na informação avançada pelo 'Jornal Sol', nos e-mails, trocados entre responsáveis da PJ, fica claro que a decisão de levar os produtos químicos para a empresa Construbracelos não foi uma solução definitiva. O material ficou armazenado durante meses, apesar dos riscos associados.
As mensagens mostram também que a direção da PJ tinha conhecimento da situação e que havia preocupação com a forma como os bidões estavam guardados. Uma realidade que contrasta com a ideia de que a decisão tinha sido segura e adequada.
Luís Neves garantiu que a opção permitiu poupar dinheiro ao Estado e ganhar tempo para encontrar uma solução. No entanto, os e-mails agora revelados mostram que, dentro da própria PJ, havia dúvidas e críticas sobre o destino dado ao material.