E-mail da Polícia Judiciária contradiz Luís Neves

| 21 de Agosto de 2026 às 10:54
Luís Neves, ministro da Administração Interna
Luís Neves, ministro da Administração Interna FOTO: Manuel de Almeia/Lusa/EPA
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As mensagens mostram que a direção da PJ tinha conhecimento da situação e que havia preocupação com a forma como os bidões estavam guardados.

Os e-mails trocados entre os diretores da Polícia Judiciária em setembro de 2025 e outros documentos internos econtrados numa investigação realizada pela 'SOL', 'TVI' e 'CNN' desmontou a justificação dada por Luís Neves numa conferência de imprensa sobre o durante a operação de desmantelamento de uma rede de tráfico de droga em 2024 ter aparecido na sua casa. 

Na informação avançada pelo 'Jornal Sol', nos e-mails, trocados entre responsáveis da PJ, fica claro que a decisão de levar os produtos químicos para a empresa Construbracelos não foi uma solução definitiva. O material ficou armazenado durante meses, apesar dos riscos associados.

As mensagens mostram também que a direção da PJ tinha conhecimento da situação e que havia preocupação com a forma como os bidões estavam guardados. Uma realidade que contrasta com a ideia de que a decisão tinha sido segura e adequada.

Luís Neves garantiu que a opção permitiu poupar dinheiro ao Estado e ganhar tempo para encontrar uma solução. No entanto, os e-mails agora revelados mostram que, dentro da própria PJ, havia dúvidas e críticas sobre o destino dado ao material.