“É muito importante que o mundo perceba o que se está a passar no Irão para que haja solidariedade com um povo que se quer libertar”, diz Major-General Isidro de Morais Pereira
De acordo com o especialista “há até relatos de cidadãos que tiveram de se deslocar cerca de mil quilómetros para conseguir colocar imagens para que nós possamos inteirarmo-nos do que se está a passar no Irão”.
O Major-General Isidro de Morais Pereira foi o convidado do programa Guerra e Paz desta quarta-feira, que conta com a participação de Germano Almeida. O tema desta edição teve como questão de partida ‘É de esperar um ataque ao Irão?’
O especialista começou por explicar que as manifestações que têm surgido no Irão são espontâneas.
“Não há uma liderança por trás nem um objetivo político concreto no início do despoletar daquele tipo de manifestações”, explicou.
No entanto, “as coisas tendem a organizar-se" e fala-se já de possíveis lideranças, mas as que se falam são do exterior.
"Poderão não ser as mais adequadas, poderá eventualmente emergir um líder naquele ambiente de descontentamento”, acrescentou.
Para o Major-General Isidro de Morais Pereira, “há indicações que são absolutamente abjetas”.
“Todos os cidadãos que se dirigem aos hospitais gravemente feridos são pura e simplesmente abandonados à sua sorte. Há pessoas a serem condenadas à forca e penduradas em gruas”, lamentou.
De acordo com o especialista, estas são algumas das imagens que têm chegado do Irão. No entanto, devido ao corte da Internet, as imagens não são tantas como se recebia no início dos protestos. O Major-General explicou que algumas imagens têm passado porque o Starlink continua a funcionar de forma condicionada.
“Há até relatos de cidadãos que tiveram de se deslocar cerca de mil quilómetros para conseguir colocar imagens para que nós possamos Inteirarmo-nos do que se está a passar no Irão”.
O Major-General explicou que “é muito importante que o mundo perceba o que se está a passar no Irão para que haja solidariedade com um povo que se quer libertar”.