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A Medialivre, grupo que detém o NOW, apresentou recurso ao Tribunal da Relação de Lisboa, que levantou a proibição.
A jornalista Ana Leal denunciou o que classifica como "um claro ataque à liberdade de imprensa", após a Justiça ter proibido a transmissão de uma investigação sobre um alegado burlão em Palmela. O trabalho do Repórter Sábado, transmitido no NOW, revelava um esquema de vendas falsas de moradias que reunia inúmeras queixas.
A imobiliária Remax Portugal interpôs uma providência cautelar e o tribunal, sem ouvir o NOW, ordenou a retirada de todos os conteúdos das plataformas digitais, sob pena de multa diária de mil euros.
Ana Leal critica a decisão unilateral, tomada sem direito ao contraditório, considerando-a uma forma de censura prévia que viola a liberdade de informação sobre assunto de interesse público.
A Medialivre, grupo que detém o NOW, apresentou recurso ao Tribunal da Relação de Lisboa, que levantou a proibição.
«Iremos lutar em sede própria até às últimas consequências e nada nem ninguém nos fará parar esta ou qualquer outra investigação. Não temos medo, não cedemos a pressões ou tentativas de silenciamento, venham elas de onde vierem. Voltaria a fazer tudo da mesma forma, com orgulho de quem não verga a nenhum tipo de pressão. Este é o ADN do Repórter Sábado e dos jornalistas que todos os fins de semana levam até si investigações que incomodam poderes instalados e pessoas que se julgam intocáveis», disse a jornalista.