EDP renováveis registou o pior ano de sempre desde que entrou em bolsa em 2008

Jornal de Negócios | 03 de Janeiro de 2025 às 18:27
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EDP

por sua vez a edp registou o maior ciclo de perdas anuais desde que começou a ser negociada em 1997...

Um tombo com sotaque americano. A família EDP perdeu terreno em bolsa este ano e parte da "culpa" vem da Casa Branca. A incerteza sobre o futuro político nos EUA, em concreto relativamente às energias renováveis pressionaram as ações das duas cotadas lideradas por Miguel Stilwell d' Andrade. Além disso, houve outros fatores, desde os resultados ao ambiente macroeconómico.

No total do ano passado, a casa-mãe desvalorizou mais de 30%.

É o pior ano desde 2008 e o quarto consecutivo a desvalorizar, o que representar o maior ciclo de perdas anuais desde a sua entrada em bolsa em 1997. Já o braço das renováveis viveu mesmo o pior ano de sempre, ao ceder quase 48%.

Primeiro a "ameaça" e, em novembro, a "concretização" da vitória de Trump, com um programa que coloca em causa "os apoios à produção de energia renovável, congelou os projetos de crescimento desta industria nos EUA, especialmente na produção 'offshore'", defende Carlos Pinto, "senior investment manager" da Optimize Investment Partners.

A exposição aos EUA reveste-se de maior importância no caso do braço das renováveis, já que este setor no país "é um mercado crucial para a EDPR, tornando a exposição ao risco político mais significativa e a concorrência intensa.

A par dos desafios nos Estados Unidos, os analistas apontam para o peso do abrandamento dos ganhos com a rotação de ativos - que tinha dado, em 2023, um contributo positivo aos lucros do grupo.

Às questões específicas de algumas geografias junta-se ainda uma política monetária que torna o dinheiro mais caro assim como o custo do serviço da dívida, sobretudo para "empresas com elevados níveis de alavancagem, como a EDP, que em setembro de 2024 totalizava uma dívida líquida de 7,3 mil milhões de euros.