Eduardo Vítor Rodrigues
O despacho é datado de 17 de junho e reconduz nos cargos 11 chefes de gabinete e cinco diretores municipais. O PSD acusa Eduardo Vítor de “falta de ética”, já o município assegura que tudo foi feito como manda a lei.
A renovação dos cargos de 11 chefes de gabinete e cinco diretores municipais foi feita por despacho no dia 17 de junho, ou seja, a poucos dias de Eduardo Vítor Rodrigues deixar a Câmara de Gaia.
As renovações são, na maioria, para os meses de outubro, novembro e dezembro, ou seja, já depois das eleições autárquicas deste ano.
O agora ex-autarca tinha anunciado em meados de maio que ia renunciar ao cargo no final de junho, após ter sido condenado a perda de mandado por peculato de uso, por ter utilizado um carro da empresa municipal para viagens pessoais, e no dia em que abandonou o cargo, a 30 de junho, foi conhecida a decisão definitiva de perda de mandato, por parte do tribunal constitucional.
No entanto, antes de deixar a autarquia, Eduardo Vítor deixou o caminho seguro para 16 quadros de vários departamentos. A decisão não foi bem vista pelo PSD de Vila Nova de Gaia que considera esta “uma atitude inadmissível”.
Para o presidente da concelhia do PSD e vereador municipal, Rui Rocha Pereira, "não é normal um presidente destituído, já com pouca legitimidade, depois de já ter anunciado que ia deixar a câmara - fazer esta 'práxis política'".
O social-democrata vai mais longe e acusa o ex-autarca de falta de ética.
Confrontada com estas acusações, a Câmara de Gaia fala em críticas infundadas e garante que tudo foi feito "como manda a lei" e com clareza.