Eleições legislativas antecipadas podem custar ao estado mais de 25 milhões de euros

Maria Peleira Gouveia | 07 de Março de 2025 às 15:30
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Eleições legislativas

Segundo contas do "Jornal de Notícias", só na campanha para as últimas legislativas, no ano passado, o estado gastou mais de seis milhões de euros, em despesas com pessoal, papel e expedição de boletins.


A porta está aberta para eleições legislativas antecipadas que podem realizar-se em maio.

Tendo em conta subvenções pagas aos partidos para as despesas da campanha, os custos podem ser superiores a 25 milhões de euros este ano. 

Incluem gastos com papel e expedição dos boletins de voto para o estrangeiro, bem como gratificações aos cerca de 67 mil membros das mesas.

A lei de financiamento dos partidos prevê o pagamento de três tipos de subvenções: a contribuição pelas despesas da campanha, que não pode ser superior aos gastos declarados, a contribuição para o funcionamento da atividade partidária e também dos grupos parlamentares.

Os valores são determinados pelos resultados eleitorais. Por exemplo, o ADN não elegeu nenhum deputado, mas conseguiu mais de 100 mil votos e teve direito a cerca de 300 mil euros.

Na campanha para as últimas legislativas, em 2024, o estado pagou aos partidos mais de 6,2 milhões de euros em subvenções de acordo com os votos alcançados. Os membros das mesas receberam 120 euros cada um, uma despesa superior a oito milhões de euros.

Nas últimas eleições legislativas, o PSD e o CDS receberam 2,2 milhões de subvenção para as despesas com a campanha.

O PS recebeu 2,17 milhões e  Chega recebeu quase 1,3 milhões de euros.

As campanhas do PS e da AD deram prejuízo.

A IL, o BE, o Livre e a coligação democrática unitária, formada pelo Partido Comunista Português e pelo partido Os Verdes apresentaram saldo zero.

As eleições antecipadas deste ano não exigem um grande investimento tecnológico em comparação às eleições do ano passado. Este ano, os cadernos eleitorais serão digitais, mas não haverá grande investimento em computadores e hotspots para garantir internet em zonas não cobertas.

Mesmo assim, o valor a despender pode superar o que foi gasto em 2024 e ultrapassar os 25 milhões de euros.