“Em desespero, Donald Trump pode simplesmente minar o Estreito de Ormuz”, diz Luís Tomé
O especialista começou por explicar que os Estados Unidos estão a concentrar meios e a ameaçar atacar o Irão. Por sua vez, o Irão está a ameaçar retaliar e já realizou exercícios navais no Estreito de Ormuz, por onde passam 20% do petróleo mundial.
O professor catedrático de Relações Internacionais Luís Tomé foi o convidado do programa Guerra e Paz desta segunda-feira que conta com Germano Almeida.
O especialista começou por explicar que os Estados Unidos estão a concentrar meios e a ameaçar atacar o Irão. Por sua vez, o Irão está a ameaçar retaliar e já realizou exercícios navais no Estreito de Ormuz, por onde passam 20% do petróleo mundial. Ainda assim, as negociações decorrem.
“Este filme já o vimos em junho. Nos dias anteriores àquele ataque norte-americano a centrais iranianas, não só havia ameaças como havia conversações, que as duas partes diziam ser produtivas”, lembrou.
Luís Tomé realçou que, desta vez, “há mais mediadores envolvidos”, como é o caso da Turquia, do Catar e de outros países árabes como a Arábia Saudita, que têm alertado a Administração Trump para não atacar o Irão.
Segundo o especialista, em caso de ataque norte-americano, fica “um enorme ponto de interrogação” na região.
“Se o regime sobreviver, tanto podemos ter uma maior flexibilidade e menos repressão [...] como, se colapsar, podemos ter uma junta militar que o substitui e não se sabe bem o que será, ou o caos. No limite, em desespero, pode simplesmente minar o Estreito de Ormuz.