Emmanuel Macron solidário com Zelensky depois de ataques russos

Lusa | 10 de Outubro de 2026 às 16:08
Emmanuel Macron solidário com Zelensky depois de ataques russos
Emmanuel Macron solidário com Zelensky depois de ataques russos FOTO: AP
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Morreram 15 pessoas no sudeste da Ucrânia.

O Presidente francês, Emmanuel Macron, manifestou este sábado solidariedade ao homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, face "aos ataques em curso" da Rússia, que causaram 15 mortos no sudeste do país, anunciou a Presidência francesa.

"O Presidente da República falou hoje com o Presidente Zelensky para lhe expressar a nossa solidariedade frente aos ataques em curso", disse fonte da Presidência à agência francesa AFP.

Macron não reagiu de imediato ao anúncio feito pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre um acordo para o fornecimento de gasóleo russo aos mercados norte-americano e mundial, acompanhado pelo levantamento das sanções impostas a Moscovo.

Após um balanço inicial de sete mortos, as autoridades ucranianas anunciaram a morte de 15 pessoas, incluindo três crianças, em ataques russos com bombas guiados contra zonas residenciais da cidade de Zaporijia.

As equipas de socorro continuavam à procura de vítimas sob os escombros de habitações várias horas depois dos ataques.

O ministro do Interior ucraniano, Ivan Vyhivskyi, disse que pelo menos 11 pessoas estavam desaparecidas.

Os ataques contra Zaporijia, onde se situa uma central nuclear, ocorrem horas depois de Trump ter negociado com o homólogo russo, Vladimir Putin, o fornecimento de gasóleo aos Estados Unidos em troca do alívio das sanções contra Moscovo.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, que tinha considerado o acordo "impróprio de um aliado", descreveu os ataques contra Zaporijia como um agradecimento de Moscovo a Washington.

"Hoje, a Rússia expressou o seu agradecimento pelo levantamento das sanções às exportações de gasóleo, lançando cinco bombas sobre edifícios residenciais em Zaporijia", declarou Zelensky.

Além de Zaporijia, as forças russas lançaram vários ataques contra Kiev que provocaram um corte geral de eletricidade na capital ucraniana.

"Os danos causados a uma instalação elétrica na região de Kiev agravaram a situação do abastecimento de eletricidade na capital", informou o presidente da câmara, Vitali Klitschko, através das redes sociais.

A empresa de eletricidade DTEK confirmou o "apagão em grande escala" em Kiev provocado pelos bombardeamentos.

"Não há previsão de estabilização programada. Os técnicos estão a trabalhar para recuperar o fornecimento o mais rapidamente possível", disse a empresa, segundo a agência espanhola EP.

Klitschko alertou também para "problemas no abastecimento de água" e disse que os técnicos estavam "a trabalhar para restabelecer a rede".

O transporte público da cidade também foi afetado e a circulação nas três linhas do metro foi suspensa brevemente devido à "perda de voltagem nos centros de fornecimento elétrico externos", segundo as autoridades locais.

A circulação do metro foi restabelecida posteriormente.