Enfermeira assassina Mariana Fonseca estava legal na Indonésia e não vai ser deportada

| 10 de Março de 2026 às 19:54
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Enfermeira assassina Mariana Fonseca estava legal na Indonésia e não vai ser deportada

Mariana não quer regressar a Portugal e vai tentar todas as hipóteses que lhe restam para não cumprir a pena de 23 anos de prisão a que foi condenada.

O que se perspetivava ser um processo de semanas pode afinal levar meses até estar concluído. Mariana Fonseca, a enfermeira homicida detida na passada quinta-feira em Jacarta, na Indonésia, estava afinal legal no país com um visto que lhe permitiria trabalhar e não poderá ser deportada para Portugal. Vai agora ser presente a um juiz para se dar início ao processo de extradição.

A jovem não quer regressar a Portugal e já constituiu advogados no país asiático para travar a extradição. Apesar de Portugal e a Indonésia não terem um acordo bilateral de extradição, o regresso pode ocorrer com base noutros princípios do direito internacional e na legislação interna de cada país.

Mariana conseguiu sem dificuldade viajar para o sudeste asiático. Foi lá que refez a sua vida, a trabalhar em cafés e restaurantes. O facto de o mandado de captura internacional não ter sido emitido na altura da sua chegada permitiu-lhe conseguir um visto de trabalho sem qualquer problema. Pediu para ser nómada digital, mas acabou a trabalhar num restaurante. O facto de dominar a língua inglesa levou à sua plena integração sem levantar suspeitas.

Longe estavam os locais de imaginar que a mulher, agora com 29 anos, tinha sido condenada em Portugal a 23 anos de cadeia pelo homicídio brutal do engenheiro informático Diogo Gonçalves. O móbil do crime seriam os 70 mil euros que Diogo tinha recebido pela morte da mãe. O tribunal de Portimão absolveu-a em primeira instância, mas a decisão foi revertida e acabou condenada quase à pena máxima.

Os atrasos entre recursos e no trânsito em julgado permitiram-lhe preparar a fuga e sair do país. Por pagar ficaram cerca de 260 mil euros de indemnização ao pai de Diogo Gonçalves por danos morais e patrimoniais.

Apesar do paradeiro incerto durante meses, a Polícia Judiciária não baixou os braços e descobriu um erro cometido pela família. Por altura do natal, vários familiares de Mariana viajaram para a Tailândia, passando antes por vários países, de forma a se encontrarem com a enfermeira homicida. Tentaram despistar as autoridades, mas não conseguiram. Mariana foi finalmente encontrada em Jacarta e detida no seu local de trabalho.

Resta perceber se alguma vez será extraditada para Portugal.