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O plano apresentado para que o Estreito de Ormuz seja reaberto inclui as exigências do lado iraniano. O hezbollah avisou que o acordo pode cair se o Líbano não for incluído.
São dez os pontos apresentados pelo Irão para terminar a guerra com os Estados Unidos e Israel. O plano exige a garantia de que o Irão não será novamente atacado e o fim permanente da guerra.
O regime iraniano pede também o fim dos ataques israelitas contra o hezbollah no Líbano e o fim de todas as sanções.
Como recompensa, o Irão levanta o bloqueio do Estreito de Ormuz.
A abertura da passagem marítima pressupõe regras estabelecidas pelo Irão.
Segundo o plano, o país do Médio Oriente quer exigir cerca de 2 milhões de dólares por cada navio que queira atravessar. Parte do dinheiro seria para dividir com Omã e o resto para reconstruir infraestruturas destruídas os ataques das últimas semanas dos Estados Unidos e Israel.
Nem todos os pontos foram abordados pelas duas partes, mas o regime iraniano fez questão de lembrar que a máquina económica está do seu lado.
O comunicado do ministério dos negócios estrangeiros do Irão foi taxativo a lembrar que a libertação do Estreito de Ormuz será sempre coordenada pelas forças armadas iranianas.
Inicialmente a proposta parecia não ser suficiente para resolver as questões entre os dois países, mas na noite desta terça-feira, Trump anunciou que o plano é uma base de trabalho para negociar ao longo das duas próximas semanas.
Trump aceitou suspender os bombardeamentos por duas semanas e garantiu estar avançado numa paz a longo prazo.
Por sua vez, o conselho supremo de segurança nacional do Irão confirmou o cessar-fogo e informou que as negociações para um acordo de paz terão lugar no Paquistão a partir de 10 de abril. No entanto, o gabinete de Netanyahu fez ainda saber que o cessar fogo de duas semanas não inclui o Líbano.
O hezbollah deixou o aviso que o cessar fogo pode cair completamente se o Líbano não for incluído, tal como o líder israelita referiu.