«Este episódio não revela hipocrisia. O Presidente dos EUA na declaração que faz justifica o ato e evoca o corolário Trump»

Rita Carmona Direito | 05 de Janeiro de 2026 às 23:48
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Luís Tomé

O professor catedrático de Relações Internacionais Luís Tomé foi o convidado do programa Guerra e Paz.

O professor catedrático de Relações Internacionais Luís Tomé foi o convidado do programa Guerra e Paz desta segunda-feira que conta com Germano Almeida. 

O tema desta edição teve como questão de partida: "Como explicar o que os EUA fizeram com a Venezuela?"

“Nós já tínhamos visto pressão sobre o Brasil, por exemplo, a interferência a propósito da detenção do antigo presidente Bolsonaro. Nós já tínhamos visto a interferência nas eleições nas Honduras, onde claramente Donald Trump disse que se o seu candidato não ganhasse, as relações entre as Honduras e os Estados Unidos iriam sofrer uma alteração. Vimos a repetida retórica ameaçadora”, começou por explicar.

Já sobre a Venezuela e a mobilização de meios militares e os bombardeamentos aos alegados barcos de narcotraficantes, o professor referiu que este episódio “revela algum pragmatismo mas não revela hipocrisia, porque Donald Trump na declaração que faz justifica este ato e invoca precisamente o corolário Trump da doutrina Monroe dizendo que jamais a proeminência dos Estados Unidos, o domínio dos Estados Unidos das Américas do hemisfério ocidental, será questionado novamente