Estreito de Ormuz é a grande «arma geográfica» do Irão contra os Estados Unidos e o mundo

Rita Carmona Direito | 22 de Junho de 2026 às 16:44
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Paralelamente, a demissão do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, cerca de dois anos após uma vitória com maioria absoluta, é enquadrada num contexto de problemas estruturais e culturais do Reino Unido.

Daniela Nunes falou no NOW sobre o atual panorama internacional, destacando as complexas negociações entre os Estados Unidos e o Irão, bem como a recente demissão de Keir Starmer no Reino Unido. Sobre o conflito no Médio Oriente, referiu que ‘o Hezbollah é nada mais, nada menos que uma extensão do Irão às portas de Israel’.

As conversações entre norte-americanos e iranianos, mediadas pelo Paquistão, decorrem num ambiente de profunda desconfiança e ameaça latente, disse.

O controlo do Estreito de Ormuz é apontado como a principal arma geográfica de Teerão, com impacto direto na economia global e nas decisões de Donald Trump, que exige o cumprimento das diretrizes norte-americanas sob pena de ataques mais ferozes.

A situação no Líbano é identificada como o ponto mais crítico da guerra, funcionando como um conflito por procuração.

Paralelamente, a demissão do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, cerca de dois anos após uma vitória com maioria absoluta, é enquadrada num contexto de problemas estruturais e culturais do Reino Unido.

A crise não é atribuída exclusivamente a falhas políticas ou ao Partido Trabalhista, mas sim a uma erosão contínua dos serviços públicos, estagnação económica e questões migratórias.

Apesar da competência demonstrada em matéria de política externa, nomeadamente no conflito russo-ucraniano, a falta de uma narrativa mobilizadora ditou a queda do líder britânico, defendeu Daniela Nunes.