Ex-assessora da IL que acusa Cotrim de assédio defende que partido sabida do caso desde 2023
O candidato presidencial desmente Inês Bichão e sublinha que vai avançar com uma queixa-crime que será apresentada ainda esta quinta-feira.
A advogada Inês Bichão já tinha adianta que "a veracidade dos factos" envolvendo o candidato presidencial João Cotrim de Figueiredo será apurada nos tribunais.
Desta opinião também partilha o candidato liberal, que desmente a ex-assessora do grupo parlamentar da IL e garante que o caso será cabalmente respondido em tribunal.
Inês Bichão, ex-assessora da IL quando Cotrim era apenas deputado, garante que o caso foi reportado em sede interna em 2023.
As autoras do livro "Me Too: Um Segredo Muito Público" garantem que Inês Bichão lhes relatou o caso de assédio de Cotrim, um ano depois, em 2024.
A jovem contou como estava a passar por uma fase difícil devido a situações de assédio sexual de que era alvo por alguém muito influente na Iniciativa Liberal. Foi através de um comunicado, publicado nas redes sociais, que as autoras Júlia Garraio, Rita Santos, Maria João Faustino e Sílvia Roque mostraram solidariedade com a ex-assessora e com todas as mulheres que denunciam este tipo de casos.
A Iniciativa Liberal já partiu em defesa de Cotrim: “é completamente falso que tenha havido qualquer queixa interna ou reporte, formal ou informal, sobre o candidato presidencial João Cotrim Figueiredo. A Iniciativa Liberal rejeita visceralmente uma campanha suja que lança acusações muito graves sem qualquer evidência ou prova.
Este assunto será tratado em tribunal, onde tudo será esclarecido, de forma inequívoca. Todos os que, sem evidência ou qualquer fundamento, participaram nesta campanha coordenada de difamação terão de por ela responder."
Num comunicado, Inês Bichão esclarece que "foi ilicitamente difundido" e sem o seu consentimento, "conteúdo de natureza privada, originalmente partilhado em contexto restrito e não público", na rede social Instagram.
Acrescenta que essa divulgação está a ser instrumentalizada em contexto de campanha eleitoral, contra a sua vontade, no âmbito da qual não teve nem tem qualquer intervenção.