Guarda
Segundo notícia do Observador terá efetuado serviços como advogado numa altura em que estava a receber subsídio de desemprego. O autarca desmente e diz estar a ser vítima de tentativa de assassinato político.
Em causa está um email enviado à Unidade Local de Saúde da Guarda em junho de 2022.
Nessa missiva, Carlos Chaves Monteiro pedia o acesso a um processo clínico em nome de uma terceira pessoa, onde se identificava como advogado e, segundo uma notícia do Observador, ameaçava recorrer a meios legais caso o pedido não fosse satisfeito.
Ora, por se encontrar a receber subsídio de desemprego e ter a licença de advogado suspensa na Ordem, o ex-presidente da Câmara da Guarda entre 2019 e 2021, que liderou a autarquia durante os anos da Pandemia, não podia fazer realizar qualquer ato jurídico.
Contactado pela nossa reportagem, Carlos Chaves Monteiro desmente que tenha cometido qualquer ato ilícito quer no âmbito da Lei do Subsídio de desemprego, quer no âmbito do Código Deontológico da Ordem.
Segundo o agora presidente da Junta da Guarda, o email enviado à ULS, “não foi uma ameaça. Foi uma informação de que, se não fosse enviada resposta a um requerimento anterior, redigido e assinado por outra pessoa, iria ser enviado um pedido à Comissão de Admissão de Documentos Administrativos, o que é um direito de qualquer cidadão e não configura qualquer ato jurídico.
Chaves Monteiro reconhece que, por lapso, assinou a correspondência como advogado, mas assegura que não agiu nessa condição, que não foi remunerado e que se limitou a intermediar uma situação para fazer um favor a um amigo.
O autarca, que é apontado ao cargo de Diretor Distrital da Segurança Social diz que, por essa razão, está a ser vítima de um julgamento de carácter e tentativa de assassinato político.