Ex-presidente de Montalegre e ex-vice-presidente julgados no tribunal de Murça
Os dois ex-autarcas eleitos pelo PS estão acusados de 300 crimes. Além dos dois ex-autarcas, sentem-se no banco dos réus quase seis dezenas de arguidos, entre eles 13 empresas.
O mega julgamento da Operação Alquimia, que levou à detenção dos ex-autarcas e um funcionário em outubro de 2022, começou esta sexta-feira no tribunal de Murça. A sessão de julgamento ficou marcada pela identificação dos arguidos e agendamento das próximas datas até dezembro.
Apenas quatro dos arguidos manifestaram intenção de prestar declarações, entre eles o ex-vice-presidente David Teixeira. Já o ex-presidente Orlando Alves irá ficar em silêncio nesta fase do julgamento.
Os dois ex-autarcas eleitos pelo PS estão acusados de 300 crimes: associação criminosa, corrupção ativa e passiva, prevaricação, participação em negócio, falsificação de documentos, recebimento indevido de vantagem, branqueamento e fraude na obtenção de subsídio.
Segundo a acusação do Ministério Público os crimes terão ocorrido entre 2014 e 2022.
Desde então, o ex-presidente Orlando Alves que esteve em prisão domiciliária está proibido de entrar no concelho de Montalegre.